MATCHÁ: propriedades emagrecedoras

 

leafs_img-1O matchá, é produzido a partir da mesma planta do chá verde (Camellia sinensis), porém com algumas especificidades que o fazem ainda mais benéfico à saúde: o matchá advém de árvores plantadas na sombra cujas folhas são selecionadas e criteriosamente colhidas; em seguida, passam por moinhos de pedra artesanais para remover as veias, hastes e impurezas e depois são transformadas em um pó fino. A ingestão de matchá, por sua forma de apresentação (pó extremamente fino), permite a ingestão de uma grande quantidade de folhas de chá verde e seus componentes em nosso corpo, muito além da quantidade que a infusão comum do chá verde permite.

Os principais componentes do matchá são as catequinas, muito conhecidas por suas atividades antioxidantes e anti-inflamatórias, além de contribuirem para perda de peso e exercer função hipoglicemiante.

Evidências sugerem que o matchá apresenta efeito positivo na redução e manutenção da obesidade por reduzir o apetite e aumentar o catabolismo de gorduras. Acredita-se que este efeito não se restrinja às catequinas, pois o matchá é constituído também pela cafeína, a qual é capaz de potencializar a termogênese, pelo aumento da liberação de noradrenalina nas terminações nervosas simpáticas. A função termogênica e de oxidação dos lipídeos pela cafeína é limitada a curto prazo, enquanto que a associação desta com as catequinas, presentes no matchá, prolongam este efeito.

Outros estudos evidenciaram as propriedades hipoglicemiantes do matchá. Demonstraram que ele tem a capacidade de aumentar a sensibilidade à insulina, associando este efeito ao seu conteúdo de polifenóis. Demonstraram também que o matchá pode diminuir a resistência à insulina pelo aumento da atividade do transportador de glicose GLUT4.

É sugerido que a perda de peso esteja relacionada à melhora da glicemia, uma vez que o excesso de gordura corporal está associado ao aumento do estado inflamatório e oxidativo que desencadeiam mecanismos regulatórios não ordenados. Considerando que esses mecanismos aumentam o risco de desenvolvimento de resistência à insulina e, posteriormente, de Diabetes Mellitus do tipo2, alguns autores demonstraram que o matchá tem efeito protetor sobre o controle da glicemia. Seus constituintes fenólicos, principalmente a epigalocatequina – 3 – galato (EGCG), estimulam as células beta pancreáticas a aumentarem a secreção da insulina pós-prandial e, consequentemente, favorecem o funcionamento do pâncreas.

Também induz o aumento da captação de glicose por meio da translocação do GLUT4 nos adipócitos e músculo esquelético. A EGCG ainda pode reduzir a absorção de carboidratos e a produção hepática de glicose. As catequinas do matchá podem ainda inibir a diferenciação e proliferação de adipócitos, promover a redução da absorção de gordura e proporcionar uma redução do percentual de gordura corporal, favorecendo o controle das alterações glicêmicas.

Além de seu papel no emagrecimento, o matchá ainda tem propriedades extremamente benéficas ao organismo, como a prevenção de neoplasias malignas, e prevenção de doenças cardiovasculares.

 

Referências:

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    Grata,
    Aliciana Galvão

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